quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

#offtopic - Recesso de Carnaval

Em Recife o carnaval já começou faz muito tempo. Temos essa necessidade estranha de "curtir" o carnaval durante todo o mês de janeiro e fevereiro. E quando chegam os famosos "4 dias de folia" todos caem nos braços da multidão. É uma festa só! Maravilhoso! todos deveriam um dia pensar em ver o carnaval do Recife, não por ter o "maior bloco  de rua do mundo" que e o Galo da madrugada, mas pela diversidade da cultura local. Caboclinho, Maracatu, Frevo, Coco, Cavalo Marinho dentre várias outras manifestações de extrema beleza! É realmente algo estupendo! 

A Equipe do Café de fita está envolvida com alguns trabalhos que vão consumir nosso carnaval inteiro. Praticamente nem vamos poder "Pular o carnaval". E por estes motivos vamos fazer um recesso. Pararemos nesta Sexta-feira(17/02/2012) e voltaremos nossas atividades com o blog na Quarta-feira de cinzas(22/02/2012).

Desejamos a todos que gostam da festa e da bagunça! Um excelente carnaval! E aqueles que preferem curtir os dias de algazarra para curtir m filminho ou um bom livro, um Excelente carnaval! Para esta parcela dos nossos leitores temos diversas dicas de filmes para vocês curtirem! E outros textos super legais para serem degustados!

Que todos aproveitem o carnaval com tudo que ele tem de melhor para oferecer! Sossego! e festança! 

Sinceramente A Equipe Café de fita!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

[Literatura]Paulo leminski e sua explicação sobre a poesia

Paulo Leminski, Poeta curitibano, marginal, adorador e divulgador do Haikai(poema curto de origem japonesa).Foi um dos poetas mais ativos e importantes das décadas de 70 e 80, morrendo dos seus excessos com o álcool, em 1989 aos 45 anos.

Escolhi um pequeno poema do livro Distraído venceremos (citado no texto passado "Minha estante") para fazer uma pequena análise. "Aço em flor" é o poema responsável pela minha paixão por poesia, foi também o primeiro que aprendi a recitar. 


"Quem nunca viu
que a flor, a faca e a fera
tanto fez como tanto faz,
e a forte flor que a faca faz
na fraca carne,
um pouco menos, um pouco mais,
quem nunca viu
a ternura que vai
no fio da lâmina samurai,
                                                                                esse, nunca vai ser capaz."

Ao transcrever a poesia para o blog, não pude reproduzir fielmente a disposição dos versos na página. Ela não é uma poesia metrificada, como os tradicionais sonetos, pois seu ritmo está totalmente pautado na pontuação. Então o primeiro elemento a ser observado, é a falta de pontos finais no decorrer das sentenças, a constante utilização das virgulas deixa o texto mais fluido e menos trancado. O único ponto acompanha o "capaz" dando enfase em quem não conhece a arte Zen dos samurais japoneses em comporem belíssimos haikais. A referencia ao Haikai nesse poema é obvia, e remete o renomado poeta japonês Bashô, samurai que dedicou anos de sua vida em produzir e difundir a arte dos poemas. 

Existe uma forte aliteração na consoante em /F/, começamos a perceber nos três principais substantivos "flor", "faca" e "fera", e na utilização do verbo "fazer" do verso seguinte "tanto fez como tanto faz", e novamente no quarto verso, quando os substantivos começam a ser repetidos o acréscimo de "forte" pontua a aliteração. A constância do uso do /F/ se encerra no antônimo da tônica do verso anterior, não só o sentido dos adjetivos é o oposto, como os sentidos se completam desta forma, a flor não poderia ser feita se não fosse numa "fraca carne". A consoante só volta  a ser usada para finalizar o poema, no corte da lâmina( "fio"), a aliteração tem fim.

Leminski repete muitas palavras no poema, nas 39 palavras(excluindo os artigos) utiliza apenas três verbos, mudando apenas a flexão do verbo fazer, "fez", "faz". Os outros dois se repetem, no caso do verbo "ver" o verso inteiro se repete "Quem nunca viu" que apesar de ser uma interrogação, o constante uso das virgulas acaba tornando toda a interrogação em uma derradeira afirmação. 

De nada adianta, o uso rebuscado das palavras nem uma métrica complexa, o poeta curitibano nos deixa claro que a poesia é simples, e tem que ser. A complexidade dos poemas, afasta muitos leitores em potencial, e este poema é a perfeita explicação do que pode ser feito com a poesia. E foi desta maneira que ele me encantou com sua poesia carregada de sentidos, porem de aparente simplicidade. Foi desta forma que eu percebi que poderia também ser um poeta, e carregar esta cruz defeituosa que os poetas carregam nas costas. A poesia precisa ser inútil para ter utilidade!

domingo, 12 de fevereiro de 2012

[Curiosidades] Minha estante!


Este texto é uma parceria com o blog De Bubuia na Bubuia da amiga Mariana Leal, um dia surgiu a ideia de escrever um post para a sessão "minha estante" que é bem legal, e aproveito para colocá-lo aqui também!




Sempre tive livros em casa, e no começo de minha jornada literária comecei como uma criança qualquer, com os livros infantis. Ao envelhecer um pouco tinha completa aversão a eles, não gostava mais de ler, achava tedioso e cansativo. Nesta negação nasceu meu completo amor por eles. Como um adolescente normal da década de 2000, li Harry Potter diversas vezes, mas continuei nesta superficialidade por anos.  Apesar de ter descoberto o real gosto da leitura, continuava a achar um total desperdício de tempo, quase nunca conseguia terminar um livro, mas sempre tentava.
Aos 15 anos comecei a “escrever poemas” como quase todos os adolescentes normais. E me foi apresentado, talvez, o livro responsável por uma mudança mais profunda no meu hábito de leituras. “distraídos venceremos” (do poeta curitibano Paulo Leminski) chegou para puxar meu tapete e afirmar meu verdadeiro gosto pela poesia.


 uma parte dos livros de poesia
Foi neste momento que eu soube “isto é poesia, e dessa forma eu posso fazer”, Com suas poesias simples e recheado de Haikais, este livro foi uma belíssima porta de entrada no mundo que hoje impera meu hábito de leitura. Pouco a pouco fui conhecendo poetas como Rimbaud e  Boudelaire, por um tempo acabei me afastando um pouco da poesia, neta época ela apenas ocupou um espaço secundário na minha vida.

 A prateleira de teoria!
 Por volta dos 18-19 anos voltei a ler e a me aprofundar cada vez mais nas artes poéticas. Hoje percebo que foi com o livro do Leminski que tudo começou de verdade.  Aquilo que sou hoje devo de certa forma totalmente ao livro. Hoje, não só leio poesia como estudo-a completamente. Não só por fazer bacharelado em Letras, mas por estar completamente apaixonado por ela. Entre a leitura de teóricos e poetas, sobra tempo para produzir um pouco na área textual.
Atualmente estou lendo um livro chamado “O Forte” do Bernard Cornwell, que não é um livro de poemas, mas sim um romance histórico, sobre a guerra da independência americana. Apesar de não gostar muito de romances, os livros do Cornwell, figuram entre os poucos que eu consigo terminar, sem nunca ter deixado de tentar. Um dia ainda lerei Ulisses, do James Joyce. 

Quadrinho também é literatura!

Além de livros algumas miniaturas como está tem lugar reservado na minha estante

No último ano me apaixonei completamente pela escrita de Marcelino freire, e adquiri suas obras. Que são basicamente de contos curtos de cunho social

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

[Música] Neil Hannon/ The Divine Comedy

The Divine Comedy é uma banda de indie pop da Irlanda do Norte liderada pelo cantor/compositor Neil Hannon. Formada em 1989, Hannon tem sido o único membro fixo no grupo, a reprodução, geralmente são com bandas/orquestras contratadas para o CD ou turnê em questão. Até hoje, a banda lançou 10 CD's em estúdio e alguns álbuns ao vivo, bootlegs. O grupo conseguiu maior sucesso comercial entre os anos 1996 - 1999, onde teve nove singles entre o top 40 do Reino Unido, incluindo "national express".

Conheci o The Divine Comedy através dos trabalhos solos do Neil Hannon, dono de uma voz espetacular, vocês pode muitas vezes ter escutado suas músicas em trilhas sonoras de séries (Doctor Who) e filmes (O Fabuloso Destino de Amèlie Poulain, Guia dos Mochileiros da Galáxia) e tantos outros exemplos. Aqui no Café de Fita, ele já apareceu, na sessão de covers que deram certo, com o cover life on mars do David Bowie.

Voltando a banda, como já foi dito, o Hannon até então é o único membro fixo da banda, e desde o surgimento do The Divine Comedy, houve um grande esforço do cantor para fazer a banda ser reconhecida musicalmente falando. Seu primeiro álbum, Fanfare for the Comic House, foi um "fracasso" segundo a crítica, a banda ficou afastada por um tempo e em 1993 voltou com mais um álbum, Libertation, dessa vez a recepção foi um pouco diferente: destacando-se as músicas, bobs bernice her hair, three sisters e lucy, que foram baseadas em poemas dos autores F. Scott Fitzgerald, Anton Chekhov e William Wordsworth na ordem. A crítica passou a elogiar e reconhecer um pouco o trabalho do Hannon. E 1994 mais um álbum foi lançado, Promenade, com mais influências clássicas, foi bem recebido no cenário musical e as críticas "agradeciam" por eles não terem desistido no primeiro CD. Nessa mesma época a banda saiu em uma turnê europeia com a cantora Tori Amos, fazendo sua carreira alavancar ainda mais. Entre os anos 1996 - 2006, mais seis álbuns foram lançados: Casanova, A Short Album About Love, Fin de Siécle, Regeneration, Absent Friends e por fim o  Victory for the Comic Muse, todos bem recebidos pela crítica e com turnês bem apresentadas.



O último álbum lançado, Bang Goes the Knighthood, de 2010, veio com uma pegada mais pop e foi o primeiro álbum em que o Neil não trabalhou nos arranjos, mesmo com as mudanças continuou agrandando a todos dos fãs.


Um extra: The Divine Comedy também passou pelas mãos do Cinegrafista Vicent Moon no projeto Take Away Show do site La Blogothèque, os vídeos são muito bons e separei um para cololocar aqui no blog, espero que gostem.


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

[Música]Covers que deram certo! VIII

 Vamos com mais uma sessão de covers que deram certo! entrando agora na oitava edição!

Começaremos com uma versão surpreendentemente bela que a cantora americana Tori Amos gravou da Música "Time" do cantor pianista e compositor americano Tom Waits.

A canção faz parte do disco só de covers "strange little girls", onde cada uma das músicas representam uma garota diferente. O escritor inglês Neil Gaiman escreveu pequenas historias para cada uma dessas garotas, publicadas no livro "Coisas frageis". 

"time 

She is not waiting. Not quite. It is more that the years mean nothing to her any more, that the dreams and the street cannot touch her. 

She remains on the edges of time, implacable, unhurt, beyond, and one day you will open your eyes and see her, and after that, the dark. 

It is not a reaping. Instead, she will pluck you, gently, like a feather, or a flower for her hair."

(Agradeço ao amigo Victor Hugo pelas informações extras)

Outro cover muito legal é Do Easy star all star dos Beatles, de uma forma muito parecida com o álbum que fizeram covers do Pink Floyd, os novaiorquinos regravaram o disco Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club band e o selecionado da vez é "She's leaving home"


Mais um Cover que deu certíssimo! foi do disco Metal Junkbox só de covers do Helloween banda alemã de metal melodico, quando gravaram uma versão magnifica da musica "Hocus pocus" do Focus!


e para finalizar um cover de mais uma banda Alemã, dessa vez de Power metal já mencionada outras vezes no blog o Blind Guardian. 'Mr Sandman" é uma canção popular escrita por Pat Ballard e gravada pela primeira vez por The Chordettes.
Segue as originais: